Da Adivinhação, por Diogo Santos
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Os meus colegas editores apresentaram artigos sobre o filme Donnie Darko, achei que estava em falta, e decidi contribuir também. De facto o filme é espantoso e cheio de sumo filosófico. Aconselho a leitura do brilhante artigo do Luís sobre vários temas filosóficos suscitados pelo filme, intitulado Donnie Darko: determinismo, fatalismo e livre-arbítrio (2ª parte). O que me traz a escrever o texto é novamente um problema de epistemologia ou de conhecimento. Queria averiguar se é possível conhecer (proposicionalmente) algo que irá acontecer, mas que ainda não ocorreu, i.e. o futuro, portanto. Porquê Donnie Darko? Usá-lo-ei como ponto de partida ou como exemplo de suposto conhecimento acerca de algo que irá suceder. O excerto seguinte está no outro artigo do Luís acerca do filme (ver aqui), e é baseado nesse excerto que introduzirei o problema:
«Donnie Darko é um rapazola adolescente que vive numa pequena cidade dos EUA nos finais dos anos 80 do século passado (quando eu era jovem). Este rapaz sofre aparentemente de problemas psicológicos sérios, mas demonstra também possuir uma inteligência fora do comum. Além disso, esta estranha persona sofre terríveis crises de sonambulismo, durante as quais sonha acordado. Num desses sonhos-vigília aparece a Donnie um coelho gigante, o Frank, que fornece ao nosso herói a previsão exacta do tempo que falta para o mundo acabar: 28 dias, 6 horas, 42 minutos, 12 segundos. Estranho! Muito estranho» (Donnie Darko: determinismo, fatalismo e livre-arbítrio (1ª parte))..
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